Aquilo que me dá, com as faces visíveis do objeto, as faces não visíveis, essa síntese, que conduz do dado àquilo que não é atualmente dado não é uma síntese intelectual, que coloca livremente o objeto total; é como uma síntese [45-6] prática: eu posso tocar a lâmpada, e não somente, amiúde, a face que está virada a mim, mas, também, o outro lado; bastaria estender a mão para o saber. (p. 45-46).
Merleau-Ponty, Maurice. Le primat de la perception: et ses conséquences philosophiques. Lonrai : Éditions Verdier, 1996 [imprimé en avril 2004].
Observe-se, aqui, o giro operado pelo autor: da síntese intelectual à síntese prática, do sujeito intelectual ao operar do sujeito, ou sujeito operante ("bastaria estender a mão para o saber").
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