sexta-feira, 28 de janeiro de 2011

Temporalidade e Identidade na experiência vivida do eu

"Como a minha própria experiência vivida adquire, para mim, o sentido e o valor de ser, existir na sua forma temporal e no seu conteúdo temporal idênticos? O original não é mais, mas nessas representações repetidas, e por meio delas, retorno a mim tendo a evidência "de poder sempre proceder ao acaso". Mas essas representações repetidas formam, evidentemente, elas mesmas, uma sucessão e são separadas umas das outras. Isso não impede que uma síntese identificadora as ligue, acompanhada de uma consciência evidente do "mesmo", o que implica uma mesma forma temporal que não se repete, preenchida com o mesmo conteúdo. Portanto, o mesmo significa aqui, como aliás em toda parte, objeto intencional idêntico de experiências distintas, imanente a elas, pois somente a título de irreal (de não ingrediente)." (p. 140).

Referência: Husserl, Edmund. Meditações Cartesianas: Introdução à fenomenologia. Tradução Frank de Oliveira. São Paulo, SP: Madras, 2001.

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