"[...] a historia é a realidade afetada pelo valor. Examinar os princípios desta realidade, isto é, da cultura, esta é a tarefa da teoria dos princípios da história. Como tal, ela apreende a cultura em sua unidade e a sua estruturação. Ela determina, assim, o conceito de história em função de sua forma." (Krijnen, 2010, p. 73).
Comentários: Vemos, em cena, a seguintes pressuposição: a história pode ser apreendida em uma unidade. Pelo que me parece, esta é ainda a concepção metafísica da história, tal qual enunciada em Kant e, especialmente, em Hegel (de maneira diferente, mas com princípio análogo, também em Aristóteles e, por extensão, em toda a filosofia cristã). Entra, aqui, em questão o télos ou "fim" (objetivo, meta, direção) da história. Não está enunciado tal fim, mas o enunciado de uma unidade permite julgar que toda a história converge para um único fim, seja ele qual for, podendo ser, inclusive, o agora, o momento da narrativa. E este ponto é problemático, pois uma história com fim não é confirmada; pelo contrário, parece, antes, que a história é uma dispersão.
REFERÊNCIA: Krijnen, Christian. Le problème de la fondation de l'ontologie sociale, Études philosophiques, n.1., 2010, p. 67-86.
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